WHITE SQUALL – TORMENTA
Diretor: Ridley Scott - 1996
Atores: Jeff Bridges – Caroline Goodall
Hoje recomendo um drama excepcional. Não foi um grande sucesso de bilheteria, mas isso nos states é comum. Com a lista extensa e variada de produções e a disputa de marketing por lançamentos, ótimos filmes ficam sem espaço. O diretor Ridley Scott dispensa comentários: Thelma e Louise, Hannibal, Blade Runner, Alien, Cruzada, só para citar alguns. O enredo aborda trabalho em equipe, hierarquia, motivação, superação, temas fortes e importantes em qualquer atividade. Vamos lá: em 1961, um grupo de adolescentes embarca para uma longa viagem no veleiro "Albatroz", navio-escola comandado pelo severo capitão Christopher Sheldon que, junto com sua mulher Alice, pretende transformar aqueles jovens em homens. No decorrer da viagem, o medo que os alunos sentem pelo capitão é substituído por respeito e admiração, mas uma tragédia poderá colocar esta confiança em risco. Jeff Bridges, como sempre, dá um show de interpretação, dessa vez ao lado da linda atriz inglesa Caroline Goodall, que eu gosto muito. Vinda do teatro, ela tem um estilo de atuação clean, sem afetações, uma presença segura e tranqüila. Atualmente está em cartaz no filme ‘O retrato de Dorian Gray’, baseado no livro de Oscar Wilde. Acredite, por mais de duas horas, ‘Tormenta’ prende a atenção e a respiração do expectador, com muitas cenas de ação, suspense e embate psicológico entre as personagens. Aqui destaco uma passagem especial, quando Alice fica presa num compartimento do navio e o capitão tenta, desesperadamente, retirá-la, pois o local está ficando inundado. Ciente do perigo, mas demonstrando concentração e serenidade, em contraste com o desespero de seu marido, ela o fita num olhar profundo que é meio despedida, meio agradecimento, meio conformação. A câmera vai se aproximando e ‘fecha’ em seus olhos. A fotografia dessa cena é de uma intensidade dramática, uma verdadeira aula de expressão facial, sem texto, sem efeitos, sem grandes mudanças de planos. Talvez não seja um filme fácil de encontrar, mas vale a pena encomendar, esperar e se emocionar, com tudo a que tem direito, pipoca, ar condicionado, edredon e uma companhia sensível ao seu lado, para lhe passar a caixa de lenços descartáveis. Ação!!!
domingo, 10 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
CENAS DE FILMES 4 – SUSIE E OS BAKER BOYS
SUSIE E OS BAKER BOYS – THE FABULOUS BAKER BOYS
Diretor: Steven Koves - 1989
Atores: Michelle Pfeiffer – Jeff Bridges
Adoro filmes que usem música de qualidade como enredo e que tenham ótimos atores. Esse é um deles. Frank e Jack Baker são dois irmãos de Seattle que tocam piano juntos em bares, mas suas poucas apresentações estão decadentes e perdendo público. Decidem mudar o formato e incluir uma cantora para participar e dar um up no show. Após testar sem sucesso trinta e sete candidatas, a dupla acaba encontrando Susie Diamond, uma mulher sensual, desbocada e agressiva que acaba se envolvendo com Jack e cria atritos entre os irmãos. Steven Koves surpreende de forma positiva, pois é seu único filme como diretor. Ele é roteirista respeitado em Hollywood e escreveu a série Harry Potter. Técnica impecável, ele utiliza a química natural entre Michelle e Jeff para criar um anticlima entre os personagens, com joguinhos de sedução, egos e competição, o que deixa a trama bem interessante. A primeira convidada para o papel de Susie foi Madonna, que acabou recusando o convite. A direção musical é de Dave Grusin, o segundo pianista preferido de meu pai - o primeiro, claro, é o compositor e produtor José Antônio Almeida. Jeff Bridges aprendeu e realmente tocou todas as músicas no filme. Embora não seja músico, ele tem muita facilidade para representar papéis do gênero, tanto que ganhou o Oscar e o Globo de Ouro em 2009 com o filme Crazy Heart - Coração Louco em que interpreta um músico country. Separei uma cena inesquecível, em que Susie canta de forma altamente sensual o tema Feelings do brasileiro Morris Albert, com um vestido vermelho s.e.n.s.a.c.i.o.n.a.l.!!! Voz pequena, mas bem colocada, ela manda muito bem e, enquanto canta, chega a subir no piano de cauda para surpreender e seduzir Jack. Charmoso e experiente, ele se faz de durão, mas são almas parecidas, artistas talentosos e calejados por relações mal sucedidas e pela difícil rotina na profissão de músicos desconhecidos e sem grandes oportunidades. Outra característica interessante e que torna esse filme especial são os desdobramentos dramáticos que permeiam as vidas das personagens, com humor, romance e drama nas medidas corretas, em cenas que se desenrolam sem obviedades, lugares comuns e sem finais previsíveis, mas isso eu não vou entrar em detalhes, deixarei você descobrir. Espero que goste. Boa diversão.
Diretor: Steven Koves - 1989
Atores: Michelle Pfeiffer – Jeff Bridges
Adoro filmes que usem música de qualidade como enredo e que tenham ótimos atores. Esse é um deles. Frank e Jack Baker são dois irmãos de Seattle que tocam piano juntos em bares, mas suas poucas apresentações estão decadentes e perdendo público. Decidem mudar o formato e incluir uma cantora para participar e dar um up no show. Após testar sem sucesso trinta e sete candidatas, a dupla acaba encontrando Susie Diamond, uma mulher sensual, desbocada e agressiva que acaba se envolvendo com Jack e cria atritos entre os irmãos. Steven Koves surpreende de forma positiva, pois é seu único filme como diretor. Ele é roteirista respeitado em Hollywood e escreveu a série Harry Potter. Técnica impecável, ele utiliza a química natural entre Michelle e Jeff para criar um anticlima entre os personagens, com joguinhos de sedução, egos e competição, o que deixa a trama bem interessante. A primeira convidada para o papel de Susie foi Madonna, que acabou recusando o convite. A direção musical é de Dave Grusin, o segundo pianista preferido de meu pai - o primeiro, claro, é o compositor e produtor José Antônio Almeida. Jeff Bridges aprendeu e realmente tocou todas as músicas no filme. Embora não seja músico, ele tem muita facilidade para representar papéis do gênero, tanto que ganhou o Oscar e o Globo de Ouro em 2009 com o filme Crazy Heart - Coração Louco em que interpreta um músico country. Separei uma cena inesquecível, em que Susie canta de forma altamente sensual o tema Feelings do brasileiro Morris Albert, com um vestido vermelho s.e.n.s.a.c.i.o.n.a.l.!!! Voz pequena, mas bem colocada, ela manda muito bem e, enquanto canta, chega a subir no piano de cauda para surpreender e seduzir Jack. Charmoso e experiente, ele se faz de durão, mas são almas parecidas, artistas talentosos e calejados por relações mal sucedidas e pela difícil rotina na profissão de músicos desconhecidos e sem grandes oportunidades. Outra característica interessante e que torna esse filme especial são os desdobramentos dramáticos que permeiam as vidas das personagens, com humor, romance e drama nas medidas corretas, em cenas que se desenrolam sem obviedades, lugares comuns e sem finais previsíveis, mas isso eu não vou entrar em detalhes, deixarei você descobrir. Espero que goste. Boa diversão.
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