quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
MINHA CASA, MINHA VIDA - OLHA O MST AÍ, GENTE ...
Sempre que recebemos um convite para algum evento social, duas coisas nos chamam a atenção: quem serão os anfitriões e onde será o encontro, pois daí podemos pensar em vestuário, horários, cardápio, ambiente, enfim, como nos portarmos e o que se pode esperar da festa. No evento da última sexta, que comemorou o aniversário do simpático tio Ciro e o reencontro da família Costa, a primeira questão era barbada, unanimidade - Paulo e Zezé recebendo são o máximo da educação, da descontração e da alegria; já para o segundo item nem tanto, na verdade, poucos conheciam o local do evento, ou melhor, o tamanho do lugar e dos perigos de se aventurar naquela imensidão em forma de casa. Permitam-me, pois, discorrer sobre as características do espaço, pois o lugar é grande, vocês não têm noção do que estou falando. Vocês acham que conheceram a casa ficando ali naqueles mil metros quadrados que eles reservaram para a gente dançar e se divertir? Meus amigos, fiquei sabendo que os empregados ficam traumatizados quando têm que subir para limpar os cômodos. Eles se desorientam, ficam dias perdidos, sem comida, sem saber o rumo a tomar, naquele labirinto logo vem a labirintite, sim, porque pobre adora labirintite, já viram? Uma diarista não levou a sério os relatos de outros desorientados e se mandou degraus acima, rápida, limpando, lavando, encerando, mas, decorridos doze dias alguém deu falta dela e organizou-se uma comitiva de busca, com lanternas, bússola, cachorros, gps e a coitada foi resgatada dias depois, desidratada, com ataque de histeria e rigidez catatônica, tentando pular pela janela, mas não conseguia abrir a tramela, que nunca tinha sido utilizada. Para se ter idéia, o xará Paulo já tentou várias vezes pintar a casa, mas a tarefa é inglória. Ele chama o profissional e pede um orçamento, prazo e lista de material. O sujeito pega o binóculo e começa a inspecionar as paredes, diz que vai deslocar todo o pessoal dele para tentar fazer o serviço em oito meses. Paulo pega o carnê para pagamento da mão de obra e compra o material estimado. O probleminha é que o maldito sempre erra o cálculo e acaba pedindo mais tinta. Nosso anfitrião vai à Polar tintas, com p de põe tinta nisso, mas o material utilizado sempre sai de linha e a coisa recomeça do zero. Com isso, a solução foi adotar o método mondrian, que permite combinação exótica de cores e que agrada a todos. Em frente à casa deles mora o digníssimo, ilustríssimo ministro chefe do stf que, político nato, escolheu a casa estrategicamente para, em caso de conflitos com outros poderes, pedir asilo a Zezé e se refugiar na área verde, até que a situação esteja sob controle. Para terminar, dizem que, nas raras vezes em que se desentendem, Paulo avisa à sua amada que irá dormir em quarto separado, pega o travesseiro, entra no carro, dirige alguns quilômetros e vai descansar na outra ponta da casinha pequenina, onde o amor deles nasceu...
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Reli enxergando toda narrativa de olhos fechados, pois você nos transporta com a maoir facilidade. ¨Dúvida= em casa de conflitos?Beijusssss.... ENE.
ResponderExcluirkkkkkk, to aqui tomando meu café e pensando.. semana q vem estarei na mansão mondrian!kkk
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