quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
ROCK´S LANCHES - AMO MUITO TUDO ISSO
Quem está na cidade desde o começo deve se lembrar das lanchonetes que fizeram sucesso e foram points de encontros de amigos, paqueras e aquele rango básico no fim de noite. Tempinho bom, grana curta, mas os sandubas eram baratos e os hormônios estavam a mil, a gente mandava bem! Tinha o Goods, o Foods, o Trucs e o que fez mais sucesso foi o Chaplin na galeria do antigo Karin da 110 sul. O que poucos se lembram é que houve uma lanchonete na 205 sul que marcou a história gastronômica da cidade e deixou uma legião de sem-lanches esfomeados à deriva. Isso é culpa da mídia e sua memória fraca, que ainda não divulgava as vejinhas e roteiros do melhor da cidade e ainda não rolavam os concursos e competições de pratos, tira gostos e sanduíches. Mas o Jornal dos Costa está aí, firme e forte, para corrigir essa injustiça e rememorar o primeiro, único e incomparável ROCK´S LANCHES !!! (música, maestro... só de falar no nome me vem à mente a cena do Stallone subindo escadas e o tema ao fundo, tchan-ranran, tchan-ranran...). À frente do negócio nossa coisa meiga, essa empreendedora experiente do fast-food que circulava com desenvoltura no circuito taguá-plano e seu fiel escudeiro, nosso Tibeto, de quem esse falador que vos locuta é grande fã, pois sempre se destacou na família pela tranquilidade e simplicidade. O cara não se abala e não sai do sério por qualquer coisa não, ele é nosso chapa quente, daí a cm ter-lhe confiado, entre outras funções, a missão de chapeiro-mor, o mágico das caçarolas, o manda ver no alho, óleo e sal à gosto. Essa dupla sacava tudo, ali não tinha esse negócio de confundir cheiro verde com perfume do hulk, nem couvert com traseiro verde de francês. com isso, o negócio estava bombando, literalmente. a sensação do cardápio e campeão dos pedidos era o X-Corinto, sanduba mais que completo. Na moral, Tibeto ia botando queijo, presunto, ovo, criativo e rápido na espátula, ele ia pegando o que aparecia, bombril, perfex, esponja, o que pudesse ajudar no visual colorido e no gosto indefinido. Com fórmula desconhecida e sempre diferente, o X-Corinto saía direto, era uma média de três a quatro a cada quarenta dias, por aí. o sanduba era sustança pura, caía como uma bomba no estômago, era tão grande e completo que tinha fila de motorista comprando e levando pra viagem. Detalhe, eles pediam para partir em pedaços pequenos pois iam dividir entre dez a doze peões de obra. O sucesso chamou a atenção do pessoal do Mc Donald's, que já pensava em entrar na América do Sul e mandava espiões se fingindo de clientes no Rock's, para copiar o modelo de gestão empresarial, as variedades do cardápio, a logística de controle de estoque. Por falar em estoque, além da parte operacional, Tibeto coordenava os colaboradores técnicos do subsolo que adicionavam água no catchup, pois o produto era muito concentrado. Alguns clientes mais exigentes comentavam que estava muito fraquinho, que parecia mercúrio cromo, mas há controvérsias. Também o pessoal do Giraffas já estava de olho no esquema do Rock's para formatar as planilhas de franchising e expansão da rede em nível nacional. É malandro, o Rock's não era fraco não! Mas nem tudo era maravilha, havia alguns percalços, como a legião de baratas que insistia em furtar bisnagas, aquilo era uma maravilha, os bebuns do bar ao lado, o Chico´s bar, viam aquela fila de mostardas, maioneses e catchups saindo da lanchonete e atravessando a rua e já sabiam que era hora de parar de beber. Há quem acredite que a faixa de pedestres foi criada naquela época, para proteger as pobres das baratinhas, mas acho que isso é folclore! Amo muito tudo isso...
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Sua criatividade não tem limites. Esta se tornou uma linda homenagem ao nosso querido tibeto. Você escreveu com tanto carinho e sem saber que logo não o teriamos mais. Mais uma vez primo, parabéns. Beijussssss...........ENE.
ResponderExcluirsim, é folclore, é folclore!!!!! não acredita não gente!
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